Alerta!
- 7 de abr.
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Nos momentos menos cabisbaixos costumo permitir-me relacionar.
A postura menos curvada me dá um incentivo para algo iniciar.
Dou abertura para conversar, interessar-me e me animar.
Mas, é aí que há uma confusão, diante dessa minha ação.
Deixo-a confortável, porque é minha intenção.
Prezo o bem comum, por uma harmonização.
Nunca vou negar que me senti bem também.
São momentos em que não me faço refém.
Consigo relaxar e estar para além.
Porém, preciso avisá-la de que não sou esse ente.
Compareci, tudo bem, mas que seja então, presente.
Adornei-me demais para parecer decente.
Por mais que seja agradável, não crie fantasias.
Voltarei ao meu estado de natureza, sumirei por dias.
Um eu estruturado, que privará das alegrias.
Alertá-la é minha responsabilidade.
Então me abro assim, com sinceridade.
Sou perda de tempo, é a realidade.
Não mereces quem ainda não conheces.
É denso; a ti pertencem só coisas leves.
Esse, a longo prazo, só trará males.
Desculpe chegar assim, embaralhar sua cabeça.
Não é o que parece, por mais estranho que seja.
Só digo que quero teu bem,
Independentemente do que pensas.



